Governar para 1% e tendências separatistas

Governos que estabelecem políticas econômicas, sociais e ambientais para favorecer o 1% afluente e seus cúmplices semeiam instabilidade sistêmica. Em artigos já publicados (1 e 2) temos agregado nossa voz a muitas outras explicando como a desigualdade leva inexoravelmente à instabilidade socioeconômica e destrói o meio ambiente. Vale agregar nestes tempos de crescentes estalidos que com esses governos, ademais, se potencializam latentes tendências separatistas. Cada uma delas têm diferentes origens e dinâmicas e Opinión Sur não as conhece em profundidade nem tem autoridade alguma para pronunciar-se sobre elas. O que nos parece claro é que a primazia da cobiça e o autoritarismo que chega com esse desaforado afã de acumular sem limites não é, não será – cedo ou tarde – aceito pelas imensas maiorias que sofrem penosos e infames castigos. Quão distinta seria a situação se nossos governos governassem para alcançar bem-estar geral e não acudissem à repressão e ao engano goebelliano para se preservar; poderia primar a vontade de resolver pacificamente conflitos e divergências. Sem o garrote, a prepotência e a hipocrisia do encoberto, haveria mais chances de alinhar com o bom sustento a diversidade de interesses existentes em torno de trilhas democraticamente escolhidas.

Sempre haverá conflitos assentados em diferentes interesses, necessidades e emoções, mas uma coisa é resolvê-los dando uma surra para proteger irritantes privilégios e outra muito diferente é encará-los aberta e honestamente atendendo com justiça e equidade sentires e vontades. Não cessaremos de aportar a esta utopia referencial até que se torne realidade.

Cordiais saudações,

 

Os Editores.

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