Construindo pontes entre a psicologia e a resolução de conflitos

Uma análise sobre a necessidade de entender a importância das emoções e da psicologia na resolução de conflitos; a necessidade de construir pontes e ultrapassar fronteiras, não só no âmbito internacional, mas também no âmbito profissional; e a necessidade de adotar, em ambos os casos, normas baseadas nos valores, e não valores baseados nas normas.Nas últimas três décadas, centenas de milhares de pessoas em todo o mundo têm recebido treinamento para atuar como mediadoras nas áreas de comunidade, divórcio, família, negócios, organizações e ambiente de trabalho, assim como para atuar na resolução de conflitos através de métodos tais como a negociação cooperativa, a facilitação de grupos, o diálogo público, a justiça restaurativa, a mediação entre vítimas e agressores, a ouvidoria pública, a legislação cooperativa, a tomada de decisões por consenso, a resolução criativa de problemas, a eliminação da discriminação e a conscientização sobre preconceitos e parcialidade, o desenho de sistemas para a resolução de conflitos, e dúzias de práticas relacionadas.

As táticas mais importantes e eficazes incluem muitas idéias e abordagens provenientes da psicologia, em especial de um método correntemente chamado de “terapia breve”; assim, o limite entre a ressolução de conflitos e a abordagem psicológica se torna impreciso e, às vezes, até irreconhecível. As conseqüências positivas disso se evidenciam nas recentes descobertas ligadas à neurofisiologia, à “inteligência emocional” e à resolução de conflitos baseada na procura de soluções.

Mesmo que seja necessário e crucial que reconheçamos as importantes diferenças existentes entre a psicologia e a resolução de conflitos como profissões, é ainda mais necessário e crucial, especialmente nos tempos atuais, que possamos reconhecer suas principais semelhanças, participar no desenvolvimento de novas técnicas criativas e contribuir para que ambas as disciplinas troquem a maior quantidade possível de informações e conhecimentos.

Além disso, eu acho que é cada vez mais importante que nós impulsionemos conscienciosamente o nascimento de um espaço fértil e colaborativo entre elas, que tentemos mudar a sua disposição para a proteção zelosa do território próprio, e que sejamos contrários à criação de novas formas de propriedade privada com respeito às técnicas destinadas a reduzir a hostilidade e aliviar o sofrimento.

Portanto, é imperioso que procuremos, diligente e estrategicamente, a melhor maneira de traduzir a nossa profunda compreensão dos fundamentos emocionais e neurofisiológicos dos conflitos e dos processos de resolução em técnicas de mediação práticas e operantes; que aprofundemos a crescente relação entre a mediação e a psicologia, além de outras profissões; e que transformemos esses conhecimentos e informações em melhores métodos para ajudar as pessoas a se tornarem mediadores idôneos e bem-sucedidos.

Existem motivos urgentes para fazermos isso: o surgimento de conflitos globais cada vez mais destrutivos que não podem ser resolvidos por um único país, e muito menos através de um único enfoque, profissão ou técnica; a persistência de conflitos muito difíceis de serem resolvidos que precisam do emprego de técnicas mais avançadas; e a recente descoberta de técnicas inovadoras e transformadoras que constituem apenas uma pequena parte do currículo da maioria dos cursos de mediação. (1)

A geração atual está diante de uma série de perguntas profundas que exigem a execução de ações imediatas baseadas em respostas complexas, diversas, complementares e até opostas. Na minha opinião, essas perguntas são as seguintes:

– Qual a nossa responsabilidade, como cidadãos globais, na resolução dos conflitos ambientais, sociais, econômicos e políticos que nos rodeiam?

– Será que é possível aplicar com sucesso os princípios da resolução de conflitos às desigualdades, injustiças e disfunções que alimentam continuamente os conflitos crônicos de caráter social, econômicos e políticos?

– Podemos encontrar formas de trabalhar que ultrapassem as fronteiras nacionais, religiosas, étnicas e profissionais, a fim de fortalecer nossa capacidade para a colaboração internacional e de contribuir para a salvação do planeta?

– É possível construir pontes entre disciplinas diferentes visando a integração dos conhecimentos e das qualidades que cada uma delas possui em matéria de conflitos e métodos de resolução?

– De que maneira podemos utilizar esses conhecimentos para melhorar nossa influência sobre o aprendizado do mediador e assim atingir os objetivos mais facilmente?

O fato de descobrirmos possíveis sinergias entre a psicologia e a resolução de conflitos vai nos permitir dar pequenos passos na procura de respostas para essas perguntas. E, de acordo com os preceitos da mediação, precisamos justamente dar pequenos passos para atingir resultados significativos. Por que deveriamos considerar o leque de possibilidades oferecidas pela mediação baseada nos mecanismos de defesa adotados pelo ego e na procura de soluções? Pelas mesmas razões que nos levam a considerar a potencial utilidade de outras abordagens: porque elas nos permiten entender o conflito e encará-lo de uma forma produtiva e original.

A conexão lógica entre a resolução de conflitos e a psicologia é simples, mesmo que inerxorável e rigorosa; ela opera da seguinte forma:

– Pode haver desacordo entre as pessoas sem que haja conflito.

– O que diferencia o conflito do desacordo é a presença das chamadas emoções “negativas”, como a raiva, o medo, a culpa e a vergonha. Assim, todo conflito, por definição, contém um indispensável elemento emocional.

– Os conflitos só podem ser encarados e resolvidos em seu aspecto emocional por pessoas que tenham recebido treinamento em matéria de processos emocionais, ou melhor, do que Daniel Goleman denomina “inteligência emocional”.

– A disciplina mais familiarizada com essas dinâmicas emocionais é a psicologia.

– Em conseqüência, o ramo da mediação pode aprender da psicologia a ser mais eficaz na resolução de conflitos.

Essa lógica, por si só, deveria ser suficiente para propiciar uma análise mais profunda da pesquisa e das técnicas psicológicas. No entanto, considerando o problema sob uma perspectiva mais profunda, devemos reconhecer que na vida não é possível traçar uma linha clara que permita separar nossas emoções de nossas idéias, ou nossa neurofisiologia de nossas condutas. É simples: todos nós somos seres emocionais e é necessário que descubramos a lógica interna das emoções caso não queiramos ficar sujeitos a elas.

E mais ainda, ao distinguirmos, simplificarmos ou analisarmos separadamente os diferentes aspectos de um problema, estamos ignorando sua unidade essencial e, portanto, perdendo inúmeras oportunidades para resolver conflitos e desacordos de crucial importância, pelos simples fato de focalizar o problema de um ponto de vista predeterminado, unidimensional e específico, sem importar quão profundo ou útil ele seja.

Existe uma análise igualmente simples, inexorável e lógicamente rigorosa, mas baseada em suposições filosóficas que apontam em outra direção. Ela estabelece o seguinte:

Não há dois seres humanos iguais. Todo ser humano muda de um momento para o otro, de acordo com a situação. A interação e as relações entre os seres humanos são complexas, sutis, imprevisíveis e dependem de múltiplos fatores. Os conflitos são ainda mais complexos, sutis, imprevisíveis e dependem de um maior número de fatores. Quase todos os conflitos se desenvolvem sob a superfície, bem debaixo das questões levianas pelas quais as pessoas costumam brigar, e soem ficar fora do nível consciente.(2)

Desse modo, as atitudes, as intenções, as intuições, a consciência, o ambiente e a capacidade de cada pessoa para estabelecer uma comunicação emocional empática e honesta, têm um impacto significativo sobre sua experiência com conflitos e sobre sua capacidad de resolução. Portanto, ninguém pode saber objetivamente ou a priori como resolver um determinado conflito, já que os acontecimentos caóticos, velozes e mudáveis não podem ser vaticinados ou geridos com sucesso.

Por isso, é impossível ensinar as pessoas a resolverem um conflito. O que temos de fazer é desenvolver suas capacidades, melhorar sua consciência e sua autoconfiança, e ajudá-las a gerar um amplo leque de idéias e técnicas que podem ter bons resultados, ou não, dependendo de condições inerentemente imprevisíveis. Mais ainda, graças a John Dewey sabemos que o processo de aprendizagem se torna mais rápido e eficaz quando ele inclui a ação. Mesmo assim, continuamos a treinar os mediadores com base numa série de presunções falsas.

Com freqüência, a maneira em que ensinamos mediação não condiz com os valores e os princípios essenciais que empregamos no processo de mediação, ou com aqueles métodos que sabemos que dão bons resultados na hora de atingir as pessoas que estão em conflito, ou com aquilo que estimula o aprendizado, ou até com a maneira em que gostariamos de receber instrução.

Como já apontei em outros trabalhos, os valores representam, basicamente, prioridades e escolhas baseadas na integridade. Eles podem se manifestar tanto nas coisas que fazemos quanto nas coisas que não fazemos, nas coisas com as quais estamos acostumados e nas coisas que estamos dispostos a tolerar. Eles são expressados aberta e publicamente, são empregados repetidamente e conservados ainda que sejam contrários ao interesse pessoal. Por isso, os valores são criadores de integridade e responsabilidade, construtores de otimismo e auto-estima, e determinam quem somos. Eles se tornam evidentes e vivos através das ações, inclusive da ação de formular um pronunciamento sincero.

A um nível mais profundo, todos nós transmitimos nossos valores através do que fazemos e do que falamos, da maneira em que atuamos, e daquilo em que nos transformamos diante de um conflito. Mesmo que esses valores costumem ser rudimentares e difíceis de enunciar, há uma série de valores — e até de “meta-valores”— que subjazem a muitos métodos de mediação reconhecidos e que, na minha opinião, representam as melhores práticas de nossa profissão. Nossos valores mais importantes surgem e se apresentam aos outros quando:

– Nos damos a conhecer de forma física, mental, emocional e espiritual.
– Ouvimos com empatia e levamos em conta os discursos subjacentes.
– Falamos a verdade, sem acusar nem julgar os outros.
– Temos a mente e o coração abertos, e não dependemos dos resultados.
– Procuramos atingir resultados positivos, práticos e satisfatórios.
– Agimos com espírito colaborativo em nossas relações.
– Mostramos autenticidade, integridade e respeito incondicionais.
– Lançamos mão de nossa mais profunda intuição.
– Damos apoio às duas partes ao mesmo tempo.
– Fomentamos uma comunicação baseada na diversidade, na honestidade e na sinceridade.
– Agimos de acordo com nossos valores e princípios fundamentais.
– Estamos prontos para tudo em todo momento.
– Visamos o completamento daquilo que iniciamos.
– Somos capazes de deixar os outros partirem, mas sem abandonar ninguém.

Se bem que nem todos aceitem esses valores, o simples fato de enunciá-los, de debater acerca deles, de considerar a melhor maneira de implementá-los e de assumir o compromisso de viver de acordo com eles, possibilitará o nascimento de uma orden superior em matéria de valores –o valor de termos valores. Se pusermos em prática esses valores ao longo do tempo, não só nas coisas que fazemos ou sobre as que falamos, mas também na forma de fazê-las e de falar nelas, uma ordem mais elevada em matéria de valores vai surgir –o valor de sermos aquilo que valorizamos.

Quando vivenciamos nossos valores, nos transformamos naquilo que praticamos, misturando nossa essência (quem somos) com as coisas que pregamos e fazemos. Esta é a mensagem mais contundente da mediação: quando buscamos soluções positivas aos conflitos, de maneira contínua e colaborativa, quando as colocamos no plano da consciência, quando as vivenciamos tão plenamente quanto possível, e quando desenvolvemos teorias, métodos, processos e relações que permitem a outros fazerem o mesmo, melhoramos nosso relacionamento com o processo de mediação como um todo e construimos uma comunidade colaborativa de profissionais reflexivos e emocionalmente inteligentes.

Assim, para alcançar um desenvolvimento pleno, nossos valores têm que se refletir não só no exercício de nossa profissão, mas também em todos os aspectos de nossa vida pessoal, inclusive na forma em que nós gerenciamos os conflitos, ensinamos mediação e interagimos com os que desejam aprender essa disciplina. Apesar da vida de muitos mediadores estar cheia de conflitos extremamente hostis, alguns deles dirigem cursos de capacitação em mediação de uma forma que não condiz com seus valores essenciais, e outros interagem com os alunos de uma maneira que acaba por sabotar a capacidade deles de aprenderem.

Apliquemos essas idéias à resolução de conflitos: todos nós sabemos, por intuição, que os mediadores não são imunes aos conflitos, e que para melhorar nosso desempenho na resolução de controvérsias é preciso que trabalhemos e que resolvamos nossos próprios conflitos. Portanto, seria bom que incorporássemos ao processo de treinamento em mediação aqueles elementos psicológicos que permitam às pessoas trabalharem diretamente na resolução de seus próprios conflitos pessoais. Na atualidade, são poucos os programas de mediação que aplicam essa modalidade.

Afinal de contas, nós somos a técnica. Embora sejamos imperfeitos, o que somos é o que constitui o caminho para a resolução, e esse mesmo caminho nos impele a ser melhores seres humanos, simplesmente para poder nos tornar melhores mediadores. Essa tomada de consciência faz a mediação voltar para sua origem e sua essência humanas, por ser uma maneira de exercitar não só a empatia e a compaixão, mas também a resolução criativa de problemas, a clareza emocional, a sabedoria sincera e a cooperação social.

Tomara que essas práticas nos impulsionem a olhar, de uma maneira mais profunda e sábia, tanto o mundo interior quanto o mundo exterior, e nos ajudem a achar formas de traduzir nossa própria aflição em métodos e conceitos que possibilitem o surgimento de um mundo melhor e menos hostil.

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(1) Para obter mais informações sobre mediação em conflitos globais, consulte Conflict Revolution: Mediating Evil, War, Injustice, and Terrorism – How Mediators Can Help Save the Planet, Kenneth Cloke, Janis Publications 2008.

(2) Para obter mais informações sobre este tema, consulte The Crossroads of Conflict: A Journey into the Heart of Dispute Resolution, Kenneth Cloke, Janis Publications 2006.

Com freqüência, a maneira em que ensinamos mediação não condiz com os valores e os princípios essenciais que empregamos no processo de mediação, ou com aqueles métodos que sabemos que dão bons resultados na hora de atingir as pessoas que estão em conflito, ou com aquilo que estimula o aprendizado, ou até com a maneira em que gostariamos de receber instrução.

Como já apontei em outros trabalhos, os valores representam, basicamente, prioridades e escolhas baseadas na integridade. Eles podem se manifestar tanto nas coisas que fazemos quanto nas coisas que não fazemos, nas coisas com as quais estamos acostumados e nas coisas que estamos dispostos a tolerar. Eles são expressados aberta e publicamente, são empregados repetidamente e conservados ainda que sejam contrários ao interesse pessoal. Por isso, os valores são criadores de integridade e responsabilidade, construtores de otimismo e auto-estima, e determinam quem somos. Eles se tornam evidentes e vivos através das ações, inclusive da ação de formular um pronunciamento sincero.

A um nível mais profundo, todos nós transmitimos nossos valores através do que fazemos e do que falamos, da maneira em que atuamos, e daquilo em que nos transformamos diante de um conflito. Mesmo que esses valores costumem ser rudimentares e difíceis de enunciar, há uma série de valores — e até de “meta-valores”— que subjazem a muitos métodos de mediação reconhecidos e que, na minha opinião, representam as melhores práticas de nossa profissão. Nossos valores mais importantes surgem e se apresentam aos outros quando:

– Nos damos a conhecer de forma física, mental, emocional e espiritual.
– Ouvimos com empatia e levamos em conta os discursos subjacentes.
– Falamos a verdade, sem acusar nem julgar os outros.
– Temos a mente e o coração abertos, e não dependemos dos resultados.
– Procuramos atingir resultados positivos, práticos e satisfatórios.

– Agimos com espírito colaborativo em nossas relações.

– Mostramos autenticidade, integridade e respeito incondicionais.

– Lançamos mão de nossa mais profunda intuição.

– Damos apoio às duas partes ao mesmo tempo.

– Fomentamos uma comunicação baseada na diversidade, na honestidade e na sinceridade.

– Agimos de acordo com nossos valores e princípios fundamentais.

– Estamos prontos para tudo em todo momento.

– Visamos o completamento daquilo que iniciamos.

– Somos capazes de deixar os outros partirem, mas sem abandonar ninguém.

Se bem que nem todos aceitem esses valores, o simples fato de enunciá-los, de debater acerca deles, de considerar a melhor maneira de implementá-los e de assumir o compromisso de viver de acordo com eles, possibilitará o nascimento de uma orden superior em matéria de valores –o valor de termos valores. Se pusermos em prática esses valores ao longo do tempo, não só nas coisas que fazemos ou sobre as que falamos, mas também na forma de fazê-las e de falar nelas, uma ordem mais elevada em matéria de valores vai surgir –o valor de sermos aquilo que valorizamos.

Quando vivenciamos nossos valores, nos transformamos naquilo que praticamos, misturando nossa essência (quem somos) com as coisas que pregamos e fazemos. Esta é a mensagem mais contundente da mediação: quando buscamos soluções positivas aos conflitos, de maneira contínua e colaborativa, quando as colocamos no plano da consciência, quando as vivenciamos tão plenamente quanto possível, e quando desenvolvemos teorias, métodos, processos e relações que permitem a outros fazerem o mesmo, melhoramos nosso relacionamento com o processo de mediação como um todo e construimos uma comunidade colaborativa de profissionais reflexivos e emocionalmente inteligentes.

Assim, para alcançar um desenvolvimento pleno, nossos valores têm que se refletir não só no exercício de nossa profissão, mas também em todos os aspectos de nossa vida pessoal, inclusive na forma em que nós gerenciamos os conflitos, ensinamos mediação e interagimos com os que desejam aprender essa disciplina. Apesar da vida de muitos mediadores estar cheia de conflitos extremamente hostis, alguns deles dirigem cursos de capacitação em mediação de uma forma que não condiz com seus valores essenciais, e outros interagem com os alunos de uma maneira que acaba por sabotar a capacidade deles de aprenderem.

Apliquemos essas idéias à resolução de conflitos: todos nós sabemos, por intuição, que os mediadores não são imunes aos conflitos, e que para melhorar nosso desempenho na resolução de controvérsias é preciso que trabalhemos e que resolvamos nossos próprios conflitos. Portanto, seria bom que incorporássemos ao processo de treinamento em mediação aqueles elementos psicológicos que permitam às pessoas trabalharem diretamente na resolução de seus próprios conflitos pessoais. Na atualidade, são poucos os programas de mediação que aplicam essa modalidade.

Afinal de contas, nós somos a técnica. Embora sejamos imperfeitos, o que somos é o que constitui o caminho para a resolução, e esse mesmo caminho nos impele a ser melhores seres humanos, simplesmente para poder nos tornar melhores mediadores. Essa tomada de consciência faz a mediação voltar para sua origem e sua essência humanas, por ser uma maneira de exercitar não só a empatia e a compaixão, mas também a resolução criativa de problemas, a clareza emocional, a sabedoria sincera e a cooperação social.

Tomara que essas práticas nos impulsionem a olhar, de uma maneira mais profunda e sábia, tanto o mundo interior quanto o mundo exterior, e nos ajudem a achar formas de traduzir nossa própria aflição em métodos e conceitos que possibilitem o surgimento de um mundo melhor e menos hostil.

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