Reflexões

Sobre uma “melhor” sociedade

É realmente “melhor” uma sociedade em que as possibilidades estão restringidas a menos da terça parte da população? O que acontece com a solidariedade, e até com a sensação de segurança, que se perde quando se está rodeado por gente que cobiça ou inveja o que se tem? É possível ser feliz em uma sociedade violenta e fragmentada? O que acontece com a criatividade e com o desenvolvimento intelectual, que requerem uma educação libertadora e enriquecedoras? É possível ser feliz em uma bolha de consumo governada por interesses alheios?

Hoenir Sarthou

 

Sobre negar o aquecimento global

Exatamente as mesmas técnicas usadas pelas relações públicas das empresas de fumo são empregadas agora na negação de uma evidência todavia mais visível, mais comprovada: a da conexão entre o aquecimento global e o consumo de combustíveis fósseis que expulsaram para a atmosfera quantidades massivas de dióxido de carbono e metano. Mais efetivo que negar resulta de novo fingir que as coisas não estão claras, que existe um desacordo entre grupos de cientistas, que há dois caras no assunto, igualmente respeitáveis.

Antonio Muñoz Molina

 

Sobre a velhice

Não penso na velhice como uma época cada vez mais penosa que temos que suportar da melhor maneira possível, mas em um tempo de ócio e liberdade em que estamos livres das urgências artificiosas do passado, livres para explorar o que desejamos e para unir os pensamentos e as emoções de toda uma vida.

Oliver Sacks

 

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