• 2019 e o que segue

    Uma tradição que alguns praticam e outros não é a de começar um novo ano enunciando certas resoluções a levar adiante, ainda quando com frequência pudessem se deslizar para expressões de desejos ou aspirações. Nosso coeditor novaiorquino-argentino se propõe seguir essa tradição mas, incontrolável seu gênio, deseja primeiro nos comocionar para depois apresentar suas ideias e previsões sobre o que pode suceder no complexo e sempre cambiante cenário geopolítico do mundo contemporâneo. Levanta a pontaria e nos obriga a refletir. Na Seção Desenvolvimento continua o esforço por desmascarar interesses e privilégios que necessitam se manter encobertos de modo de poder …

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  • “Verdades” que são imposições: o caso dos juros das grandes corporações

    Em economia há questões apresentadas como “verdades” indisputáveis que, na realidade, servem para impor interesses e privilégios não defensáveis a céu aberto. Um exemplo é como se veem e se apresentam os juros de grandes corporações, como se obtêm e se distribuem. É crítico explicitar o que estiver encoberto para poder considerar novas opções. O sentido comum imperante diz que os juros de uma empresa pertencem a seus donos que, no caso das corporações, são seus acionistas. Sustenta-se que isto é assim porque os outros atores que tornam possível o processo produtivo tem suas respectivas compensações. Vejamos, então, quem sao …

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  • Provocações geopolíticas para 2019

    As seguintes opiniões constituem seu próprio resumo. Sua lição combinada é: a velha ordem se está desmoronando e não há uma nova ordem – só uma série de reações paradoxais e contraproducentes sem estratégias claras. É hora de se pôr criativo. É comum que as pessoas comecem o mês de janeiro com uma ou mais das “resoluções de ano novo”. Eu começo com um grupo de enunciados que buscam causar um pouco de agitação e em seguida reiniciar nossas ideias e ações – um pouco como um desfibrilador cardíaco. As proposições geopolíticas que seguem não são predições nem são o …

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  • Nos dá medo pensar?

    O ser humano teme o pensamento mais do que teme a qualquer outra coisa do mundo; mais que a ruína, inclusive mais que a morte. O pensamento é subversivo e revolucionário, destrutivo e terrível. O pensamento é inclemente com os privilégios, as instituições estabelecidas e os costumes cômodos; o pensamento é anárquico e fora da lei, indiferente à autoridade, descuidado com a sabedoria do passado. Mas se o pensamento há de ser possessão de muitos, não o privilégio de uns tantos, temos que nos haver com o medo. É o medo que detém o ser humano, medo de que suas …

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  • Iniciativas

    Excelente apresentação do pensamento de Rita Segato   Definição de dívida legítima, odiosa e insustentável Artigo   Mercedes Sosa – Solo le Pido a Dios  

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  • Reflexões

    Sobre um poema de amor escrito há três mil e quinhentos anos Tenho muitos motivos de tristeza interior e exterior, como qualquer pessoa; mas isso não me faz deixar de viver esperançoso e consolado. A poesia é um grande consolo. Recordo um poema chinês, anônimo, escrito há três mil e quinhentos anos: um pastor cuida do rebanho, com um frio intenso, longe de sua mulher que está em casa e a imagina ao lado do fogo, cozinhando; no último verso, diz: Ele escuta o ruído de suas tesouras sob a noite profunda. O fato de que esse poema tenha sido …

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