• Até quando alijados de cuidar do planeta e da humanidade inteira!

    Sempre custo a entender como pequenas minorias lograram submeter enormes maiorias e, não obstante, é uma constante desde os alvores da humanidade. Sem dúvida que a força repressiva intervém para que uns se imponham a outros, ainda que não seja tudo. Até faz umas poucas décadas as precárias democracias eram capturadas com golpes de Estado onde não só foram responsáveis os militares que comandaram as insurreições. Acima deles sempre estiveram seus mandantes, aqueles que detinham o poder real. Um poder que se adapta às circunstâncias dos tempos e os que o integram, sempre aferrados ao timão de países e nações. …

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  • O estrangulamento do setor externo, persistente ameaça para países não centrais

    Em seu crescimento, os países não centrais sofrem recorrentes situações de escassez de divisas que desbarrancam seu desenvolvimento. Isto ocorre porque sua desarticulada estrutura econômica gera dinâmicas que produzem os estrangulamentos. Como resolver esta persistente ameaça? A estrutura produtiva, que costuma primar em países não centrais, gera uma dinâmica cheia de contradições, entre muitas outras que, ao crescer, aparecem situações onde a necessidade de divisas para sustentar o crescimento é maior que sua disponibilidade, quer se trate de dólares, euros, ienes ou qualquer outra moeda requerida para as transações com atores externos. É dramático ver países que procuram com muito …

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  • Sobre a decadência norteamericana Um presidente revelador em um novo contexto geopolítico

    o protecionismo norteamericano sob a administração do presidente Donald Trump não é senão a expressão exagerada de um processo de perda de poder global e sua substituição por uma nova constelação de blocos organizado em torno a interesses específicos e ao poder do mais forte. O discurso do presidente Trump na 74ª Assembleia Geral das Nações Unidas foi revelador em mais de um sentido. Deixemos de lado o fato de que sua apresentação pareceu coerente simplesmente porque a precedeu o discurso estrambótico do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, que alguns de seus assistentes europeus descreveram como “emético[1]”. Entre outras maravilhas, …

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  • Nem Uma A Menos

    O movimento Nem Uma A Menos surge na Argentina em 2015 em protesto diante da violência contra as mulheres. Este ano, houve especial cobertura midiática de vários assassinatos de mulheres; penetrou na opinião pública não especializada no debate sobre feminicídio para descrever aquelas mortes violentas de mulheres no âmbito privado que até este momento recebiam a qualificação de crime passional. A exposição midiática, a descrição minuciosa, truculenta, mórbida de feminicídio atuou em várias dimensões. Primeiro, resultou em um lamentável estímulo para a reprodução de ações similares[1], pela ânsia de ser reconhecido e aparecer nas mídias. Segundo, a resenha repetitiva e …

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  • Reflexões

    Sobre a globalização da indiferença As sociedades economicamente mais avançadas desenvolvem a tendência de um marcado individualismo que, combinado com a mentalidade utilitarista e multiplicado pela rede midiática, produz a “globalização da indiferença”. Neste cenário, as pessoas migrantes, refugiadas, deslocadas e as vítimas do tráfico se converteram em um emblema da exclusão porque, ademais de suportar dificuldades por sua condição mesma, com frequência são objeto de juízos negativos, posto que se as considera responsáveis dos males sociais. Francisco _______________________________________________________________________ Sobre por que interessa a política Por que me interessa tanto a política? Se pudesse responder de uma forma muito simples, …

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