• Da concentração da riqueza e o poder de decisão de democracias plenas

    A humanidade atravessa uma destrutiva fase de desaforada concentração da riqueza e do poder de decisão; seus resultados tem sido amplamente identificados e denunciados. Se bem germinem espaços de resistência e desejos de transformação, ainda está por se ver as imensas maiorias se organizam para estabelecer novos rumos e formas de funcionar. A trajetória contemporânea é social e ambientalmente insustentável; haverá que subordinar as economias ao bem-estar geral e o cuidado ambiental dando marcha a processos políticos que conduzam em paz, equidade, transparência e justiça. Necessitamos uma utopia referencial que guie e harmonize tão grande diversidade de atores, tensões, interesses …

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  • Opções para a economia popular

    Transição da muito pequena à média escala para empreendimentos da economia popular. Pode ser encarado? Que apoios são requeridos?   Temos destacado que a economia popular não é um cercado onde deixar encurralados os pobres e marginalizados mas, pelo contrário, pode se transformar em uma das colunas fundantes de um novo rumo e forma de funcionar orientados ao bem-estar geral e o  cuidado ambiental. Não obstante, predomina no mundo uma fortíssima dinâmica concentradora da riqueza e o poder de decisão que considera a economia popular como um espaço a ignorar ou, em suma, atender muito tibiamente com programas assistencialistas desligados …

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  • Encontrarão refúgio a razão, a sensatez e a justiça?

    Um espectro percorre o mundo. O neofascismo se apoderou de vários governos e também da imaginação de muitos. O último a cair nesse estado é o Brasil. É urgente revisar um passado não muito distante nisso que aconteceu e apreciar os recursos de resistência e a história da eventual recuperação da cultura e da civilização. Entretanto, hoje, como ontem, os meios de opinião nos querem fazer crer outra coisa.   Ao percorrer minha biblioteca me dou conta de que estamos à beira de uma catástrofe social e cultural. Detenho-me em alguns volumes. Assim, vejo que a historiadora Dolores Pla publicou …

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  • CRISE E POSSIBILIDADE DE REDEFINIR O ESTADO DE BEM-ESTAR

    No contexto do tremendo processo de concentração da riqueza e principais decisões que primam no mundo, cabe perguntar se o Estado de Bem-estar sobreviveu, já não é viável nem sustentável ou, ao contrário, novas variantes poderiam hoje ser adotadas? E ademais será um bem-estar para quem, um simples idealismo ou uma utopia referencial que pode orientar trajetórias de países? A esta altura do século XXI, podemos observar múltiplas manifestações de crise socioeconômica e política em muitos países, e a emergência de lideranças “antissistema[1]” e forças autocráticas. Elas apelam a sentimentos nacionalistas, xenófobos, a se excederem – mediante a violência – …

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  • Iniciativas

    Aula aberta – Garantias constitucionais e processos judiciais Um excelente exercício de esclarecimento para quem não é advogado.   Brasil: as democracias também morrem democraticamente Boaventura de Sousa Santos Artigo   Mestrado em Economia Social – Universidad Nacional de General Sarmiento Artigo  

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  • Reflexões

    Sobre o que se deverá debater e resolver depois do dilúvio Devemos começar a pensar na enorme tarefa que terá de ser levada a cabo depois do dilúvio. Temas centrais de nosso Estado e que devemos debater e resolver são, por exemplo: controle do poder de decisão, gabinete de ministros, co-participação federal, pluralidade de meios de comunicação, controle legislativo de endividamento, titularidade das bancadas legislativas, financiamento de partidos políticos, serviços de inteligência, função das Forças Armadas, controle dos corpos de segurança, tribunal constitucional, cassação nacional, conselho da magistratura, defesa do meio ambiente, povos originários, orçamentos participativos, conselho econômico-social e um …

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