O processo de globalização hierarquizou a geopolítica mundial como um dos maiores condicionantes da marcha da humanidade e suas consequências planetárias: faz o desenvolvimento ou a sujeição de nações, o cuidado ou destruição ambiental, a governança e a segurança internacional; consagra a preeminência de poucos e o atraso de muitos; impõe vozes que ressoam por sobre uma multitude com abafamento. Pesam desproporcionadamente certos atores que se erigiram como principais enquanto o resto se redemoinha em busca de uma democracia global que está ainda longe de se formar.
As reacomodações geopolíticas que vêm se sucedendo nas últimas décadas deixam perceber uma orografia em que velhos e novos traços se superpõem; países centrais pulsando com poderes emergentes; uma partilha diferente de influências econômicas e políticas junto com uma maior concentração de poderio militar; cada vez mais decisões em mãos de poderes financeiros; alienação de condutas e silenciamento de responsabilidades. Passamos de um mundo bipolar a um unipolar e agora para um sistema de polaridades ainda em construção.
Este número de Opinión Sur aborda estas e outras críticas dimensões geopolíticas, junto com importantes dimensões que fazem nossos espaços nacionais.
Cordiais saudações.
Os Editores
Opinion Sur



