Para frear o esclarecimento, notícias falsas e guerra judicial

Com um maior esclarecimento popular, aumenta o risco para o poder econômico de perder sua preeminência. Não é novo o contraponto, mas é quase uma constante no devir da humanidade. O que vai mudando são as modalidades com as que se enfrenta o esclarecimento popular. Desde fortes bordoadas até repressão feudal; desde golpes militares até notícias falsas e guerra judicial (fake news e law fare). Esse último é o que hoje predomina em quase todos os países do mundo. Para poder implementar esta forma de submissão, que complementa outras que praticam poderosas minorias para agudizar e acelerar a concentração de riqueza, esse poder se empenhou em montar uma enorme rede midiática que opera coordenada em nível global. Ademais, logrou cooptar certos juízes e promotores para que tergiversem qualquer lei ou normativo a seu favor. Daí que a liberação das democracias assim capturadas inclui como fator estratégico desmontar os oligopólios midiáticos e eleger juízes e promotores independentes e não subornar-lhes pelo poder econômico.

O crítico é até que se possam materializar esses objetivos não é suficiente, ainda que necessário, resistir e desmascarar os ódios e violências gerados com notícias falsas e guerra judicial. Também, junto com estender o esclarecimento sobre como as enormes maiorias são submetidas através da colonização de suas mentes e a crua formatação de suas subjetividades, haverá que esboçar efetivas alternativas. Há uma diversidade de experiências realizando esse difícil labor que é fundamental apoiar e alentar.

Cordiais saudações,

Os Editores

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