Migrações e sociedades arrasadas

Neste número de Opinión Sur abordamos dois temas estreitamente relacionados: as correntes migratórias contemporâneas e a reconstrução de países arrasados. As correntes migratórias aportaram enormemente ao desenvolvimento da humanidade e, não obstante, sempre existiu a xenofobia. Isto se agudiza em épocas de crises como a atual, onde os migrantes aparecem como bodes expiatórios dos desastres produzidos pela desaforada concentração de riqueza e o consequente poder de decisão. Os setores xenófobos não compreendem que tantos eles como os imigrantes são vítimas do mesmo processo que gera tremendas desigualdades sociais no interior de todas as sociedades e empobrece dramaticamente os países que hoje expulsam a população. Os imigrantes abandonam seus países buscando se proteger da pobreza e da insegurança, como ocorreu desde os alvores da humanidade.

Na seção Geopolítica se analisa o caso da migração da América Central para os Estados Unidos, destacando que só a Costa Rica não se soma a esse fluxo populacional; o resto dos países, golpeados por intervenções dos Estados Unidos enfrentam muito mais obstáculos para se estabilizar econômica e institucionalmente. O artigo destaca que, ao se fecharem agressivamente contra a imigração, os Estados Unidos estariam renegando seus próprios princípios fundacionais.

Na Seção Desenvolvimento, aborda-se o outro lado da situação: como reconstruir países que foram arrasados pelo colonialismo e o neoliberalismo. Teima-se com as transformações econômicas, sociais e políticas necessárias para poder estabelecer novos rumos sustentáveis e inclusivos de desenvolvimento. Com isso, se recuperaria soberania de decisão, bem-estar geral e cuidado ambiental, aumentando ao mesmo tempo a capacidade do país para nivelar a situação demográfica (sairão e entrarão migrantes). 

Na Seção Transformações, abordamos outro crítico aspecto do desenvolvimento da humanidade e o cuidado do planeta: conjuntos de políticas que podem contribuir para reduzir os déficits ecológicos.

Confiamos que esta edição resulte de interesse e utilidade a nossos leitores. 

Cordiais saudações,

Os Editores    

Deixe uma resposta