Desenvolvimento

Não só redistribuir renda: eliminar concentração e assegurar soberania de decisão

Os países não centrais emergem de um duro passado que molda o presente e se projeta sobre o futuro possível. Estamos condenados a prosseguir na trilha que transitamos ou será possível escolher outros rumos que permitam alcançar maior equidade e soberania de decisão? É suficiente concentrar-se em redistribuir rendas sem abordar como remover aquilo que sustenta o processo de concentração da riqueza e de decisões?

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Democratizar a economia

É possível democratizar a economia sempre que se logre avançar sobre o que sustenta o processo concentrador. Requer-se mudanças de fundo, ainda que possam se adaptar medidas específicas que sigam abrindo espaços para uma mais justa inclusão produtiva; entre outros, estabelecer espaços de negociação para melhorar a distribuição de resultados no interior das cadeias de valor e reforçar atividades que provejam assistência técnica e financeira de excelência a empreendimentos de base popular (existentes e outros novos que utilizem modalidades de propriedade compartilhada).

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Brisas transformadoras

Por mais que se tente não se consegue congelar a dinâmica social, a compreensão, o esclarecimento. Em meio a retrocessos e submissões, emerge a determinação de parar o atropelo, de erguer-se por sobre o tremendo desassossego. Reaparecem brisas transformadoras; vale alentá-las e protege-las.

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O problema não é a robotização, mas quem se apropria de seus resultados

Há os que apresentam a robotização como o conflito do futuro: trabalhadores versus máquinas. Grotesco erro ou deliberado intento de desviar o olhar do conflito de interesse que se reproduz com a robotização. A robotização pode e deve ser canalizada melhor (por exemplo, contribuindo para a geração de outros empregos para substituir os que são eliminados) mas não é, por si, um fato deplorável. O deplorável é que os lucros extraordinários que gera sejam apropriados por um punhado de grandes corporações e não pelas sociedades que, de uma forma ou outra, tornam possível o desenvolvimento laboral, comercial, científico e tecnológico que sustenta a robotização.

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O que um déficit fiscal esconde?

O déficit fiscal encobre duras disputas de interesses. A ocultação é impulsionada porque muitos dos interesses em jogo não podem ser defendidos abertamente, tanto privilégios ou vantagens para alguns como prorrogações ou prejuízos para a maioria da população. Um véu de opacidade torna difícil conhecer como é decidida a composição do gasto público, a estrutura das rendas do Estado e a forma de financiar o déficit fiscal. Se esconde o impacto e se escamoteia o custo de oportunidade de cada uma dessas críticas decisões. Em democracias capturadas é uma das maneiras como se consegue impor flagrantes desigualdades.

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