Até quando!

Milhares, milhões de “até quando” balizam o desenvolvimento da humanidade. Hoje, século XXI, voltam a retumbar em inumeráveis países, cidades, praças, bairros da Aldeia Global.

Até quando a dominação, até quando a injustiça, a inequidade, a desigualdade, a pobreza, a indigência; até quando os castigos, as humilhações, as traições; até quando a indignação dos sofredores, o desespero dos que não resistem mais.  

Até quando se permitirá aos dominadores que acobertem seus interesses, pratiquem impunemente sua opulência. Ignoramos que não há riqueza extrema que não tenha sido acumulada ao custo do esforço de enormes maiorias, os explorados, os oprimidos, os deslocados, os amordaçados? Como explicar que 40 ou 50 pessoas possuam tanta, tantíssimo mais riqueza que 3,7 bilhões de pessoas, a metade da população mundial. 

Do fundo da história, com palavras ou sem elas, mais além de qualquer partido político ou ideologia que a tenha hasteado, germinou no coração dos povos aquele lema, aquele sentimento, aquela prece que “o povo unido jamais será vencido”. É certo, assim é. E, não obstante, tantas vezes sentida, tantas vezes desvirtuada; por divisionismos induzidos, por mesquinharias, por narcisismos, por fanatismos, por ignorância e tantos fantasmas que nos inocularam. A conjunção de “povo unido” e “jamais vencido” segue desafiando nossa sanidade, nosso esclarecimento, nossa generosidade e inteligência, nossa determinação e arbítrio para nos erguermos por sobre a própria pequenez, medos, egoísmos, covardias grandes ou pequenas. Unidos, sim, na diversidade que enriquece, no respeito e solidariedade que enaltece.

Sacode o “até quando”! 

Cordiais saudações,

Os Editores

OS: Adagio em mi país explica-o em versos firmes. Vale escutá-lo, pela primeira vez quem não pôde conhece-lo ou, uma vez mais, os que nos fortalecemos ao reencontrá-lo.

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