2020: aprofundar o esclarecimento

Compreender o que acontece requer atravessa os cercos informativos que o poder real estabelece para ignorar ou obscurecer sucessos; só informam sobre o que é funcional a seus interesses. Mas isso não é suficiente, também necessitamos trabalhar nossa capacidade de interpretar o que acontece porque colonizaram brutalmente nossas mentes, formatando subjetividades para tontear e manietar os arbítrios. É um duplo crítico desafio conhecer e interpretar, seguir buscando formas de acessar à informação veraz sobre o que acontece, junto com poder interpretar os sucessos desprovisdos dos viezes ideológicos que nublam a compreensão. É um sendeiro pelo qual avança, dando tombos, nossa trajetória existencial, o sentido e significação da vida mesma.

Haverá que estar atentos às diversas modalidades de alienação em que naufragamos. Não é casualidade a drogadição que substitui a realidade, tão pouco o desaforado consumismo que faz crer que arroupando-nos melhor seremos mais felizes, nem as relações líquidas (da colheita de um grande pensador social) que transformam vales em pântanos. Oxalá não tornemos líquidos o amor e a amizade.

É duro e egoísta estar cada um por si, o salve-se quem puder, o desviar o olhar do sofrimento de tantos, a cobiça sem fim pisando cabeças e explorando imensas vulneráveis maiorias. Por que não sustentar quem tartamudeia, ao outro encurralado, solidariedade entre todos, firme cuidado do planeto, o amor à Mãe Terra.

É certo que haverá que dar marcha a uma nova geopolítica, a união dos povos, a outro caminhar social e também individual. Não é marcha nova porque vem a humanidade dando passos desde remotos tempos. E, não obstante, o novo lavrar é a singularidade das buscas que cada geração encara para construir um melhor mundo, cada dia, cada ano. Também 2020.

Cordiais saudações,

Os Editores

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