Revista Mensual y Gratuita
Nº117, Maio 2013
Qual é a origem, as causas da insegurança? A insegurança aparece associada com uma diversidade de violências que surgem de conflitos mal resolvidos ou não resolvidos. Assim, para enfrentar apropriadamente a insegurança, haverá que se encarar com efetividade os mais sérios conflitos que existem em toda sociedade de modo que, no transcurso de sua resolução, se consiga abater a violência criminal e ideológico-cultural.
Este artigo destaca quatro emergentes paradigmas de forte incidência sobre o rumo da economia global: (i) a fragmentação e dispersão geográfica do processo capitalista de produção; (ii) a universalização e homogenização das pautas de consumo; (iii) a insubordinação da produção e do consumo ao capital financeiro e (iv) a crise e reformulação do Estado do bem-estar.
Na semana passada se completou a passagem de liderança na China com Xi Jinping como novo presidente e Li Kegiang como novo Primeiro Ministro. O presidente Xi pôs o mundo a especular quando falou de “esforçar-se para alcançar o sonho chinês do grande rejuvenescimento da nação chinesa”. Um jornal ocidental comentou que era um sonho coletivo nacional, contrastando-o desfavoravelmente com o “sonho americano” de conceder aos indivíduos igualdade de oportunidades. Mas, para os chineses, o prometido renascimento da nação é uma recordação da humilhação coletiva durante a era colonial e o “sonho” de recuperar sua posição previa como líder mundial em ciência, tecnologia, economia e cultura.
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África: fuga de capitais e dívida odiosa
Mensagem dos Editores
Ao sofrê-las, percebemos a envergadura e a dureza das situações que nos golpeiam; nem sempre identificamos com a mesma clareza as causas subjacentes que geram “o visível” das situações. Ao enfrentar graves situações, surgem denúncias, cresce a resistência, se lança mão de soluções de emergência. São respostas necessárias para encarar a angústia do que oprime e poder seguir vivendo como a se pode. Não obstante, se o propósito último é remover as causas e transformar os processos e dinâmicas que nos levaram ao que hoje acontece, isto é, considerar “o subjacente”, haverá que se acudir ao entendimento para compreender como e por que aconteceu o que castiga e submete. Bem desenvolvido, o entendimento ajuda a adotar soluções verdadeiramente transformadoras.
Desde o início, Opinión Sur tem focalizado em procurar desentranhar processos subjacentes que geram situações problemáticas. Neste número, são abordadas três importantes questões: tendências que vão emergindo na marcha da economia global, causas e origem de situações de insegurança e críticos desafios enfrentados pela China, a maior economia emergente. Confiamos sejam de seu interesse.
Cordiais saudações.
Os Editores
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Temos reunido em dois e-books boa parte de nossos artigos sobre a crise. Estes são A tempestade do século: a crise econômica e suas consequências por Juan Eugenio Corradi e Crise Internacional: ajustar o rumo e melhorar o funcionamento sistêmico por Roberto Sansón Mizrahi