Revista Mensual y Gratuita
Nº117, mayo 2013
O empréstimo governamental é um traço característico da economia mundial desde a fundação dos estados nacionais, e também a pedra fundamental do processo de desenvolvimento. Contudo, as crises da dívida de países em desenvolvimento são também um fenômeno crescente. Inevitavelmente, a cada crise financeira uma ou mais nações se encontra restruturando ou dando o calote em seus compromissos de dívidas soberanas. Enquanto uma parte importante do ferramental da mitigação da crise em países em desenvolvimento, a restruturação da dívida soberana pode ser considerada ilegal sob vários tratados de comércio e de investimento, especialmente os negociados com os Estados Unidos.
Quando se escreve um livro chamado Age of Greed , como eu fiz, a chacota com o título começa de imediato. Como essa se diferencia das outras? A cobiça é uma profunda característica humana; ela não desaparece e reaparece de repente. Até um de meus mais sábios editores questionou a ideia de que a cobiça de agora é diferente do que jamais foi.
Na última assembleia do Fundo Monetário Nacional, pretendeu-se impor que a crise econômica tivesse chegado ao seu fim. Essa afirmação começou a se desmontar.
A expressão “os mercados” se refere à enorme massa de capital financeiro que hoje domina a economia global e é composta de uma miríade de investidores agindo sozinhos ou combinados em gigantes fundos de administração com poderosas figuras sob seu domínio. “Os mercados” são móveis, rápidos e cruéis. Eles julgam políticas públicas; ultrapassam em tamanho e número os recursos das agências multilaterais; evitam regulações; frequentemente debochando tanto da tecnocracia e da democracia; fazem ou quebram Estados inteiros. Em suma, eles governam o mundo, mas, desafortunadamente, não podem governar a si mesmos. No passado, espalharam o terror em países emergentes. Hoje, focam nos avançados. O globo parece um trem em alta velocidade com um motorista louco na direção.
Os paraísos fiscais têm chamado muita atenção da mídia ultimamente. Na Inglaterra, o movimento UK Uncut organizou passeatas por todo o país contra a evasão fiscal cometida por grandes empresas e ricos indivíduos – ligando os lucros retidos no exterior com os déficits e cortes orçamentários em casa.
Em meio a uma catástrofe de magnitude inimaginável, com enormes tragédias humanitárias, o governo deve se preocupar com acalmar os mercados financeiros que, de outra forma, punirão uma sociedade que está lutando bravamente para sobreviver.
Nem o melhor presidente disponível, nem o melhor sistema político, nem as elites mais graúdas do mundo conseguiram mudar os parâmetros do sistema econômico global. Não obstante, a crise acelerou a chegada ao futuro, sob a forma de um mundo multipolar no econômico e mobilizado no social.
Estima-se que países em desenvolvimento percam para paraísos fiscais quase três vezes o que ganham com a ajuda de países desenvolvidos. Como são possíveis estes efeitos devastadores? Com a ajuda de “jurisdições ocultas”, tanto indivíduos como empresas podem transferir seu capital e lucros para locais inacessíveis para as autoridades fiscais de seus países. As jurisdições ocultas são usadas não apenas para evadir tributos, mas também para esconder empreendimentos perigosos ou ilegais de livros contábeis de bancos e de outras empresas. Isso ressalta o fato de que a luta contra as jurisdições ocultas é necessária não somente para reaver o dinheiro público, mas também para alcançar a estabilidade financeira global. O que deve ser feito para impedir o uso das jurisdições ocultas?
As catástrofes ambientais estão aumentando em frequência, alcance e custo, gerando conflitos em todo o mundo. Sem mediação, a negociação e a implementação de soluções para estes problemas, a assistência para recuperação e a prevenção sistemática serão adiadas por anos, senão décadas. Os mediadores podem ajudar a desenhar processos e diálogos geopolíticos melhorados que permitirão prover ajuda mais efetiva aos que mais precisam.
Apesar da reputação de superpotência do Brasil, a América Latina precisa aprender com a China como garantir crescimento econômico futuro
VIDEO
23/12/2011
Roberto Mizrahi: "Desarrollo sustentable, políticas redistributivas y emprendimientos inclusivos"
Duración Apróx. 11 mín.
23/12/2011
¿Cómo el municipio puede catalizar iniciativas inclusivas exitosas?
Programa: La vidriera municipal en Radio Belgrano - Buenos Aires - Argentina
23/12/2011
23/12/2011
17/12/2009
20/03/2009
Temos reunido em dois e-books boa parte de nossos artigos sobre a crise. Estes são A tempestade do século: a crise econômica e suas consequências por Juan Eugenio Corradi e Crise Internacional: ajustar o rumo e melhorar o funcionamento sistêmico por Roberto Sansón Mizrahi