Revista Mensual y Gratuita
Nº117, mayo 2013
Qual é a origem, as causas da insegurança? A insegurança aparece associada com uma diversidade de violências que surgem de conflitos mal resolvidos ou não resolvidos. Assim, para enfrentar apropriadamente a insegurança, haverá que se encarar com efetividade os mais sérios conflitos que existem em toda sociedade de modo que, no transcurso de sua resolução, se consiga abater a violência criminal e ideológico-cultural.
A misericórdia se fortalece com o entendimento de como nascem e se desenvolvem os processos que geram e reproduzem as situações de carência. Assim, a misericórdia se apresentaria em duas dimensões igualmente valiosas: uma, de cuidado e atenção direta a necessitados; e outra, de trabalhar para remover as causas que geram a situação em que se encontram. Entrelaçados, misericórdia e entendimento podem gerar uma tremenda sinergia transformadora.
Além de crer ou não crer que existe uma confabulação internacional para sustentar, reproduzir e expandir o processo de concentração da riqueza que prevalece em quase todas as economias do mundo, o que é inegável é que a crise facilita que a concentração se acelere. Isto é, seja por desígnio ou pela dura lógica do processo desatado, os que hoje ostentam os maiores privilégios como poder econômico e midiático se aproveitam da crise para robustecer suas posições em relação aos demais atores sociais, a imensa maioria da população mundial.
A promoção de investimentos é um campo aberto a muitos diversos enfoques e propósitos. Como em quase todas as demais áreas de política econômica, alguns interesses procuram fazer crer que existe um só propósito para promover “o” investimento (como se não houvesse diferenças entre muito distintos propósitos) e uma só forma de fazê-lo, basicamente gerando condições de apropriada rentabilidade e minimizando regulações para “liberar” as forças investidoras. Isto não é certo; e não o é nos dois níveis apresentados: o dos propósitos e o das formas de intervenção.
Digamo-lo de cara: o mundo arde, mas não só pela grande crise global que golpeia os países afluentes e ameaça projetar-se daí par o resto do planeta, mas também pelas outras crises surgidas da mesma matriz causal ainda que de mais longa data associadas a uma rampante desigualdade, ao doloroso atraso de comunidades despossuídas de voz, de saúde, de alimentação, de refúgio, de segurança, a existência de centenas de milhões de vítimas da injustiça, da avareza, dos fundamentalismos, ao agravo infligido à própria intimidade e significação.
Nas últimas décadas, a China cresceu a muito altas taxas, possibilitando que centenas de milhões de seus habitantes pudessem sair da pobreza e fossem integrados ao desenvolvimento nacional. Ao mesmo tempo, verificou-se um processo de diferenciação e de desigualdade social sem precedentes em sua história. Hoje, a China enfrenta o desafio de definir como segue o processo iniciado: qual é o rumo sistêmico desejado e que tipo de país, de sociedade, de economia se procura construir.
O acelerado crescimento da China das últimas décadas deu-se em um contexto de enormes migrações rural-urbanas e de um forte processo de diferenciação social que não tinha precedentes no país. O governo procura corrigir este viés aplicando uma série de medidas que permitem desconcentrar o esforço produtivo e com isso lograr uma melhor distribuição da renda nacional, incluindo promover a conformação de empresas sociais. Este artigo propõe uma forma, entre várias possíveis, de conceber, estruturar e gerir empresas sociais na China.
Redistribuir rendas produzidas de maneira concentrada assim como desconcentrar a geração de riqueza facilitando a formação de capital em setores populares constituem duas estratégias complementares para aprofundar a inclusão social.
Aos impactos sociais, ambientais e políticos da concentração econômica, soma-se a instabilidade sistêmica que gera, o exercício que o capital financeiro faz de sua hegemonia e a expansão de vários sistemas delitivos agravados (crime organizado, tráfico de pessoas, armas e drogas) utilizando bancos e guaridas fiscais.
Diante de situações de prolongada pobreza e indigência, os países do Hemisfério Sul fazem bem em encará-la em primeira instância como uma situação de emergência social. Cabe logo aprofundar as políticas e ações de inclusão social de modo que a população adquira a capacidade de sustentar por sua conta um bom viver: isso implica acessar uma educação de excelência (inclusão educativa) e um patrimônio e rendas que assegurem o bem viver familiar (inclusão produtiva).
VIDEO
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Roberto Mizrahi: "Desarrollo sustentable, políticas redistributivas y emprendimientos inclusivos"
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¿Cómo el municipio puede catalizar iniciativas inclusivas exitosas?
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Temos reunido em dois e-books boa parte de nossos artigos sobre a crise. Estes são A tempestade do século: a crise econômica e suas consequências por Juan Eugenio Corradi e Crise Internacional: ajustar o rumo e melhorar o funcionamento sistêmico por Roberto Sansón Mizrahi